Representante da cena Acid, Chochi está indo tocar na PRANK levando consigo o melhor do que o Acid Techno tem a oferecer em toda sua amplitude. Sempre descontraído ele é um dos fundadores do núcleo Overload e em seu currículo está algumas das melhores raves que eu já fui além de ter um set contagiante. Fora isso ele também é produtor tendo um projeto de live chamado Acid Chochi e assina suas produções da mesma forma.
Para quem quiser conferir o seu set, pode ser feito download aqui

01 – Quando você começou a tocar e por que Acid ?
Eu conheci música eletrônica em 2003, num churras na casa de um amigo meu (que por coincidência era um dos churras do site Eletrogralha). Achei bem interessante e já quis me aprofundar no assunto. Em 2004 uns amigos Djs me ensinaram a tocar e, nessa época, o que eu mais escutava era aquele techno mais grooveado, mais funkeado. Quando escutei o álbum do Hardfloor, o TB Ressussitation, que tenho até hoje, fiquei apaixonado pela sonoridade da TB 303, e como ja tinha tomado gosto pelo techno e outros sons mais ácidos, resolvi tocar Acid Techno.
02 – O que você acha do cenário de techno hoje no Brasil ?
Quando comecei a curtir, o Techno era a bola da vez. Agora em 2008, muita coisa mudou de lá pra cá. Tem gente que diz que o techno está em baixa, gente que diz que apenas voltou ao ser o que era antes de seu auge. Eu acredito que cada estilo musical tem seu tempo, e que esse tempo vai e volta. Minimal Techno está na moda agora, mas tem um amigo meu que toca a 10 anos. Mas agora o Minimal Techno está adaptado as novas tendências, como progressive house. Eu não consegui destinguir essas novas vertentes que estão surgindo, como New Techno, New Rave. Apenas escuto as pessoas comentarem, mas como não é a linha que toco ou produzo, não pre aprofundo no assunto, apenas escuto para ter referência como produtor, ver as novas sonoridades que estão saindo. Acredito que o Techno pode no futuro voltar a ter o status de alguns anos atrás.
03 – Como você vê as novas tecnologias na música eletrônica hoje ?
Acho que como em todo lugar a tecnologia veio para acrescentar, e na música eletrônica não é diferente. Ótimos softwares e hardwares vem sendo lançados, principalmente para a área de produção músical, que é pra onde a maioria dos DJs vem voltando as suas atenções. Pra mixar, não há melhor coisa que tocar com discos. Sempre toquei com discos, até que roubaram minha case com todos os meus discos. Tinha coisas que não se recupera mais. Desde então passei a tocar com CDs. Uma tecnologia que me chama a atenção e gostei foi a do Serato, que acredito que é o melhor investimento para quem quer continuar com a mão nos discos mas ao invés de comprar os discos estaria comprando as mp3 desejadas. Mas, nada melhor que sair carregando aquela case recheada de discos e na hora de tocar ficar olhando os discos para saber qual o próximo a tocar (sem contar que a capa e logo dos discos já são outros tipos de arte).
04 – Você acha que a música eletrônica ainda interage com a paisagem urbana?
Eu acredito que sim, e acho que sempre haverá: seja com expressão visual, musical, etc. Música eletrônica sempre vai fazer parte das grandes cidades. Tem coisa melhor que sair de uma balada, andar algumas quadras e parar numa padaria pra tomar um café da manhã com os amigos?
05 – Como você vê a atuação de novas mídias integradas a festas de música eletrônica ?
Mídias televisivas acho que não passam boas imagens sobre música eletrônica, pois sempre ligam ela as drogas. Acho que as mídias mais importantes para a música eletrônica são a Internet e revistas especializadas.
06 – Você acha que o acesso as novas tecnologias popularizaram a música eletrônica?
Com certeza. A velocidade com que as pessoas compram ou trocam músicas aumentou consideravelmente. Até um ex-aluno meu que não deve ter mais de 12 anos já se diz fã do Skazi (risos). O barateamento dos equipamentos também fez com que muitas pessoas adquirissem esse material e passassem a conhecer mais a fundo um trabalho de um Dj.
07 – Que outras formas de arte você curte ?
Cinema e desenho animado.
08 – Você acredita que haja falta de iniciativa nos DJs e Produtores de hoje para organizar eventos ?
Não só para organizar eventos, mas também para apoiar eventos. Tem Dj que só vai em festas na qual está no line up. Se ele não vai tocar neste final de semana, prefere ficar em casa a ir apoiar o mesmo projeto em que tocou na semana passada. Atitudes assim que estragam a cena. E a história do VIP. Pra mim VIP (como um amigo postou num fórum) é “Vá, Incentive Pagando”. Só quando esses DJs e produtores forem organizar seus próprios eventos é que sentirão na pele que um evento não é apenas de montar um line up.-
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