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28
Nov
08

ENTREVISTA COM TËM DANILIN

TËM DANILIN é um artista gráfico e fotógrafo de Moscou e seu estilo se destaca pela mistura de diversos elementos gráficos variados aliado a forte presença de elementos extremamente contemporâneos de produção artística.

 

01 – Quando e por que você começou seu interesse por fotografia?

Desde a minha infância eu sempre tive interesse em qualquer coisa ligada a arte. Eu estava na escola de artes, um monte de jornais nas paredes e desenhos nas carteiras escolares e mesmo cheguei a ser um aprendiz de um artista. Uma vez eu fui visitar minhas boas aquisições e eu havia visto uma parede com fotos feitas não totalmente profissionais mas tão cheias de sensualidade que eu havia compreendido muito bem onde a minha natureza criativa iria partir de então. Haha o tempo passou e eu comecei a tentar unir desenhos e foto. Bem, atualmente, qui está o que veio dessas tentativas.

 

Tëm Danilin por ele mesmo

Tëm Danilin por ele mesmo

 

 

02 – Qual processo criativo faz você começar uma imagem?

Usualmente isto começa espontaneamente… Algumas vezes eu pego idéias de sonhos. Bem, atualmente, estre é o primeiro passo para a criação de uma foto, e então certamente tudo se move graças a habilidades técnicas e zelo.

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03 – Você usa alguns efeitos para mudar o resultado final de uma foto, isto é parte da mensagem ou um trato visual para fazera  menssagem da foto mais clara ?

Eu não gosto de uma foto “pura”. Nosso mundo interior é sem fronteira e um tratamento adicional das fotos simplesmente me ajuda a abrir algumas dessas imagens e mostra-las aos espectadores.

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04 – Você basicamente fotografa portraits, por que?

O que pode ser mais interessante e bonito que o rosto humano!? Na minha opinião, as pessoas são o aspecto mais divertido da fotografia

 

05 – Qual é o conceito da vida urbana que inspira você a fotografar?

Eu não chamaria de conceito, mas EU GOSTO DE COLAPSRA TODO O MUNDO EM PESSOAS, E EU SINTO ISSO CLARAMENTE

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06 – Onde você espera levar sua arte fotográfica no futuro?

Oh, eu não gosto de construir castelos de areia. Como as pessoas dizem, deixe o que tiver de ser.

 

07 – Que outras formas de expressão artística você gosta?

Eu gosto de música, algumas vezes eu compnho músicas na guitarra e canto para meus amigos. Eu considero que qualquer manifestação de criatividade é boa desde que ajude as pessoas a vêrem além de seus próprios narizes. HAHA!

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13
Out
08

ENTREVISTA COM ERIK MÜLLER THURM

Erik é um tipo de agitador cultural raro hoje em dia. Não somente por que ja é raro hoje em dia um agitador cultural, mas também por que é raro hoje em dia entre os agitadores culturais alguém com entrância tão ampla, indo da literatura moderna, urbana, suja e concreta até a arte digital e a música eletrônica.

Em uma conversa franca ao pé no ouvido, o Erik nos concedeu essa entrevista exclusiva e a sua galeria pode ser vista aqui

01 – O que te impulsiona para criar esse tipo de trabalho gráfico e por que dessa forma de trabalho ?

A técnica com a qual eu me identifiquei, foi a técnica da Collage, e da Assemblage. Eu vim do desenho, desenhava desde criança, acho que o desenho é o primeiro momento em que alguém começa a se expressar em um suporte material. Quando conheci os trabalhos de collage de Pablo Picasso, foi quando me identifiquei com a técnica e o resultado plástico que ela proporcionava. A partir das histórias em quadrinhos, comecei a utilizar diferentes materiais na ilustração, até chegar na Collage como técnica e finalmente nos meios digitais de produção artística. A junção de vários materiais, e de conceitos também, é o que me agradou quando comecei a trabalhar e estudar mais a Collage, sendo ela aplicada a uma produção estética visual, como em outras formas de arte e em outras mídias.

 

02 – Quais são suas referências e quais artistas são seus preferidos ?

 

As referências são variadas, mas, de um modo geral, a Vida (e sua amplitude) é o que realmente eu posso dizer que é uma referência básica na minha produção artística. As Artes, o Cinema e a Música, creio que são outras referências no meu trabalho, além é claro da Poesia e da Literatura. Os artistas das Artes Visuais que eu admiro muito são Kurt Schwitters, Robert Rauschenberg e Dave McKean, exatamente nesta ordem. Gosto muito também das obras de Joseph Cornell, Jim Dine, Pablo Picasso, Bill Sienkiewicz, Eduardo Paolozzi, Richard Hamilton, dos artistas Dadá e da Pop Art em geral, da Arte Povera, e dos Minimalistas. Na música, bandas como Einstuerzende Neubauten, Prong e Napalm Death são as que eu mais ouço, você pode encontrar fácil algum som delas em meus players, mas gosto de ouvir um pouco de cada estilo, seja da Gothic Music até sons tribais de povos indígenas, passando pela música eletrônica e pela música clássica.

 

03 – De onde busca influências ?

Acho que sou influenciado pelo meio em que vivo, em que me encontro momentaneamente e transitoriamente. As influências estão nos arredores, nas notícias que ouço, no caminhar pela cidade, nas baladas da noite, nos filmes que assisto, na troca de idéias com meus amigos, na batalha e na correria da vida cotidiana. Mas, acho que na verdade, minha influência vem na maior parte da própria Arte, e da História da Arte. É inegável que foi quando comecei a conhecer mais e me aprofundar na Arte, e na sua feitura, que minhas influências tomaram corpo e foram moldando meu caráter e minha maneira de ver o mundo. Devo muito à Arte, e à produção artística em geral, e foi isso que me levou a estudar e a querer trabalhar e produzir Arte.

04 – De onde vem sua inspiração ?

Me inspiro muito, posso dizer, nos trabalhos de Kurt Schwitters e Dave McKean. A materialidade e a energia dos trabalhos de Schwitters, e a imaginação onírica de Dave McKean me surpreendem e me inspiram todas as vezes que aprecio as obras desses artistas. E as composições “combinadas” de Robert Rauschenberg, onde você tem uma gama visual tão extensa nos materiais que ele utiliza em seus quadros, é outra fonte de inspiração para mim. Estes artistas, no que se refere às Artes, são a minha grande inspiração, mas também tenho como inspiração para fazer meus trabalhos a cidade, a eletricidade, os objetos gerados e descartados pela sociedade, e nos dias de hoje, a informação que não pára de circular e de nos transformar, a cada instante …

 

05 – Como você cria seus trabalhos ?

Como diriam os Dadaístas, o meu projeto é não ter projeto. Quer dizer, no momento em que estou criando, deixo que o próprio momento, o lugar em que me encontro (a presença de espírito também), e os materias os quais eu disponho naquele momento me inspirem, se transformem e me guiem para realizar uma obra. Porém, quando estou trabalhando para um determinado propósito, seja um lance comercial, ou algo encomendado, daí nesse hora eu então sigo a proposta, pois nesse sentido eu tenho que seguir e alcançar uma determinada finalidade.

 

06 – Você acredita que a evolução dos processos de mídia ajudaram a criar um novo padrão para a arte em geral ?

Eu creio que isso acontece sim, mas os processos criativos também são anteriores à qualquer tipo de ferramenta. O homem se utiliza das ferramentas que conhece e das que ele cria especialmente para comunicar ou expressar algo específico, e não só nas Artes. Por vezes, a evolução de qualquer meio (mídia) e técnica auxilia algum processo individual ou coletivo, e isso acaba por direcionar padrões que posteriormente irão definir novos estilos de produção e de conduta em determinada área.

 

07 – De que forma a cidade impulsiona a criação de uma forma de mídia cada vez mais ligada a outras formas de mídia ?

A cidade tem essa característica, ela própria, e suas transições, ligações e movimentos requerem um cruzamento de mídias. Acho que o principal nisso tudo é a idéia que na cidade, as coisas não param, e que na cidade é onde acontecem as interações dos mais variados níveis, sejam eles culturais, sociais, econômicos e midiáticos.

 

08 – Acredita na arte como forma de subversão de valores ?

Acredito na Arte como forma e como força, então, acredito em algum tipo de valor agregado e em algum tipo de valor subtraído, bem como em algum tipo de convenção e de subversão. Seria oportuno saber quais os tipos de valores, conceitos e aplicações estamos nos referindo, e em quais esferas de conhecimento e de julgamento moral e econômico (tanto nas Artes como nas relações humanas) estamos querendo entender e produzir.

01
Out
08

NOVAS ATRAÇÕES CONFIRMADAS

Novas Atrações confirmadas para a festa e outras ainda em viabilização de confirmação

A primeira delas é a DJ Jhessy, de Alagoas que em breve irá postar um set tease para que possamos acompanhar seu trabalho além de dar uma entrevista. Além dela também está confirmado outro DJ de Alagoas para tocar Drum and Bass, DJ N-Mix.
Além deles, ainda terão também o DJ Dude local, que se garante e muito.

Fora as atrações musicais, mais uma exposição foi confirmada, o DJ e artista GLATT  FAIRY (PE)

Ele vai expor lonas com desenhos ‘pós punk’. Sua participação na cena recifense é ampla: Já tocou em projetos muito famosos emRecife como a Putz e a ‘Glatt de Quinta’ no famoso bar Boratcho, assim como já expôs seus desenhos nestes dois. 

 

Em breve novas entrevistas e informações sobre a festa que vai mudar a visão da cidade




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PRANK

Prank é uma festa multicultural que tenta levar a essência da cidade aos olhos, ouvidos e tato das pessoas, é uma forma de espremer a cidade entre duas barras de ferro com uma rodela de limão dentro do seu cérebro e esperar pelo resultado.

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